segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Discutindo relação

Para ler escutando: Chico Buarque - João e Maria

Desculpe-me por depositar em você essa ânsia.
É que quando domingo à tarde, o lirismo sobe a cabeça e eu não sei mais o que é tempo, vida, amor...
Eu te chamei nesse dia, mas acho que o vento que batia forte nos seus ouvidos me calou.
Não tem problema, já é normal.
Você leu aquelas cartas que eu te mandei? São todas sinceras.
Lembra daquele dia que sai mais cedo e sozinho da festa só pra te encontrar perdida, vagando e pensando nas mesmas coisas que eu?
Vai ver que você passou do meu lado, mas a desilusão é ciumenta e me quer só pra ela. Tentei te avisar.
Gosto quando você me faz promessas vagas e fala que me ama naquele momento.
Gostei também quando passou pelos meus pensamentos nua, olhando nos meus olhos, e logo depois, de propósito, deixou as bochechas rubras acompanhadas de um sorriso lindo e puro. Sabendo que eu não resisto a essa sua delicadeza.
Um dia, te esperando na praia, aguardei o nascer do sol pra te pedir que nunca vá embora. Mas você ainda não tinha chegado.
Não gostei de quando você me olhou nos olhos no metrô e fingiu não me conhecer. Isso não se faz!
Confesso que na noite, quando canso de te procurar, busco outras.
Culpa sua!
Na próxima vez marque em um lugar fácil de te encontrar.
Uns dizem pra eu não correr atrás de você, pois chegará naturalmente.
Sendo assim, quando sentir vontade, apareça.

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