sexta-feira, 1 de abril de 2011

Versos pra Ela

Longe de você me chega muita loucura e aquela saudade que já é grande, logo vira uma fissura.

Pode ser a festa que for, agito que for, sem você, boto na balança e sempre pesa mais o lado de ficar em casa coladinho com você curtindo seu calor.

Eu quero chegar, te ver, beijar e abraçar. Realizar tudo aquilo que os Km não me impendem de imaginar.

Porque a distância me obriga a ficar pensando: “Calma, Leandro! São SOMENTE QUATRO HORAS nos separando!”.

E acharia pouco até se a viagem demorasse um dia. Todo chão é nada pra ouvir baixinho o “te amo” que mais me dá alegria.

E de pensar que é minha fiel companheira, está sempre comigo, até se fosse na Lapa segunda feira.

So we get high. Laughing together, hugging and kissing throw the nite.
Forget the rest, on the dance floor, just you and I.
The world is beautiful. With you, beautiful becomes my life.

Primeiro desejo veio no Metrô
+
Minutos depois no Circo Voador
+
Dançando Stokes o olhar vidrou
+
Pisquei o olho
=
O beijo rolou

Sim, é uma fórmula simples. Mas como essa nenhuma outra me encantou.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sem compromisso


Para ler escutando: Marcelinho da Lua - Cristiania


Sinto-me jogado
Tantas idas e vindas
Sai de lá vai pra cá
Muitas despedidas que doem
Gente assim, gente assado
Quanto mais pessoas ao redor, menos calor
Infinitos pensamentos, objetivos, possibilidades
Atordoado, só
Do nada paro no ambiente, de cara ou não
Giramundo, girando
Ligo as ondas nas alturas e tudo fica mudo, mundo, todos!
Só vejo movimentos, boca abrindo e fechando, correria, risos, beijos
Pensamentos cândidos, cor de leite mesmo, nada, viajo!
Sinto-me bem e mal ao mesmo tempo. Aquela vontade de ter o mel na mente

“Pelas ruas calmas adormeço o meu pesar
Minhas pernas leves me carregam pelo ar
E penso o meu tempo atravessar
A névoa branca que se estende lá”

Acho que é isso. É, é isso sim
Penso nela, neles, Rio de Janeiro, penso na minha mãe
Fecho os olhos e me sinto abraçando-a no meio da multidão e falando as mais belas palavras que surgem na mente, aleatoriamente. Sem sentido, que seja
Lembro daquele dia que o beijo durou um dia, sem exagero
Não tenho certeza, mas também não tenho medo
Jogo-me novamente e me sinto voando.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

b

para ler escutando - there is a light that never goes out

Quando a chama teima em crescer é bom jogar água...
Ou vê-la crescer naturalmente?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Discutindo relação

Para ler escutando: Chico Buarque - João e Maria

Desculpe-me por depositar em você essa ânsia.
É que quando domingo à tarde, o lirismo sobe a cabeça e eu não sei mais o que é tempo, vida, amor...
Eu te chamei nesse dia, mas acho que o vento que batia forte nos seus ouvidos me calou.
Não tem problema, já é normal.
Você leu aquelas cartas que eu te mandei? São todas sinceras.
Lembra daquele dia que sai mais cedo e sozinho da festa só pra te encontrar perdida, vagando e pensando nas mesmas coisas que eu?
Vai ver que você passou do meu lado, mas a desilusão é ciumenta e me quer só pra ela. Tentei te avisar.
Gosto quando você me faz promessas vagas e fala que me ama naquele momento.
Gostei também quando passou pelos meus pensamentos nua, olhando nos meus olhos, e logo depois, de propósito, deixou as bochechas rubras acompanhadas de um sorriso lindo e puro. Sabendo que eu não resisto a essa sua delicadeza.
Um dia, te esperando na praia, aguardei o nascer do sol pra te pedir que nunca vá embora. Mas você ainda não tinha chegado.
Não gostei de quando você me olhou nos olhos no metrô e fingiu não me conhecer. Isso não se faz!
Confesso que na noite, quando canso de te procurar, busco outras.
Culpa sua!
Na próxima vez marque em um lugar fácil de te encontrar.
Uns dizem pra eu não correr atrás de você, pois chegará naturalmente.
Sendo assim, quando sentir vontade, apareça.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Inevitável (?)

Escola particular
Diploma federal
Dinheiro≠felicidade
Necessário viver comprar
Trabalhar estudar mais
Carro casa mulheres
Dinheiro≠felicidade
Petrobras eletrobras vale ibge
Casa de praia
Cama de solteiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Diário Universitário




Então, vou falar um pouco da minha primeira semana de aulas na faculdade.
Segunda feira (9), foi a primeira aula e senti aquela clássica ansiedade que sentimos em todos os primeiros dias de aula. Cheguei na sala uns dez minutos atrasado porque não sabia muito bem em qual ponto descer e o número do ônibus.

Chegando na sala, sentei na primeira cadeira, como prometi a mim mesmo fazer em todas as aulas. Tava tendo aula de Práticas Educativas I. O professor era jovem e mora no Rio também. Perguntou o nome, localidade e se era a primeira graduação das pessoas. Tirando uns garotos que moram juntos numa república, tava todo mundo meio calado e nervoso, como é comum de um primeiro dia. Quando estava chegando na minha vez de falar, pensei em algo engraçado pra falar, pra quebrar um pouco o clima e também passar uma mensagem que sou sociável e tal. Então, na minha vez, falei meu nome, que era da Tijuca e falei também que era formado em medicina pela UFRJ. Nesse momento, todos, inclusive o professor, ficaram calados e surpresos. Ai, pensei: "Me fudi, ninguèm riu.". Quando o professor ouviu isso, arregalou os olhos e falou - "É sério, cara?"; ai eu disse - "Claro que não, professor!". Aí sim a glória tão vivida nas épocas de oitava série e primeiro ano veio à tona. Foi tanta risada que os veteranos que assistiam aula numa sala da frente comentaram depois. O momento anterior à piada é sempre tenso e o posterior é sempre relaxante. Foi assim que me senti. Logo depois me senti um pouco mal porque dois professores passaram textos grandes já para a aula do dia seguinte. Me virei e consegui ler tudo no prazo.

Logo depois da aula, quem já estava mais enturmado, marcou de ir beber num restaurante que tem o chopp garoto a um real! Isso é sério. O pessoal de Serviço, quer dizer, Ciências Socias também animou de ir. Depois de um tempo só tinha gente dos dois primeiros perídos na parte de cima do restaurante.

No dia seguinte, teve o trote. Fomos todos pintados, ridicularizados e "obrigado" a pedir dinheiro na rua. Fui buscar dinheiro com o Yuri, um garoto que estuda C.S que é socialista, falador, militante estudantil, sambista e que tá sempre disposto à uma argumentação política. Foi com quem mais me identifiquei por aqui.
No início foi difícil conseguir dinheiro, por que a gente não sabia a melhor maneira de pedir e o pessoal aqui de Campos não tem muita idéia do que é trote universitário. Devem pensar que são uns índios que invadiram a cidade e ficam pedindo esmola. Mas depois de desenvolver a lábia pedinte, foi mais fácil completar a meta de quinzer reais. Se falassem que não tinham trocado, nós diziamos que aceitávamos inteiro, cartão, cheque. Nisso todos riam e davam uma ajuda. E quando tava muito difícil, falava que fazia direito ou medicina e falava que poderia salvar a vida deles um dia.

Por enquanto foi isso o que aconteceu por aqui. Vou ver se consigo me organizar pra sempre dar com detalhes do que rola por aqui.
Obrigado.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conhecendo Black Alien I


Para ler escutando: Black Alien - Na Segunda Vinda

No final do mês de Abril tive a oportunidade de ir em dois shows de caras que considero uns dos melhores do Brasil. O primeiro show foi do Jorge Ben, quem nem preciso falar que é o mestre pra mim. E o segundo show foi do rapper que eu considero o segundo melhor do país (primeiro foi Sabotage), Gustavo Black Alien. Sempre curti as músicas dele no Planet Hemp e de um tempo pra cá venho escutando o seu único album, o Babylon By Gus Volume 1: O Ano do Macaco, que é um album foda. As letras dele são todas muito conscientes e se você não tiver um raciocinio rápido e atenção, não consegue absorver as mensagens que ele tem à passar. Recomendo a todos o CD, mas escutem lendo as letras.
No Viradão Cultural, a Lapa foi palco pro Rap e pro Black Alien. O show foi irado, todo mundo cantando e apoveitando o máximo porque o cara já não faz tanto show assim. Não gosto de paparicar famosos e coisas do tipo, mas eu precisava falar pra ele o que eu acho sobre as músicas dele, cobrar um CD novo e shows. A parte do camarim era no chão e só era cercado por uma grade, então seria fácil falar com ele. Só restava esperar ele sair. No primeiro momento fiquei uns 15 minutos esperando, mas ele não dava as caras. Só entrava e saia gente do camarin que tinha na porta um segurança enorme. Como eu não estava sozinho, ninguém iria ficar ali por muito tempo e fomos beber. Em um momento que fui a árvore, quer dizer, ao banheiro, decidi ir lá ver se o B.A já estava fora do camarin. E ele estava. Chamei-o e ele veio até a grade falar comigo. Fiquei chateado de vê-lo trincado, mas não surpreso. Me apresentei, falei que escutava o som dele direto, ele agradeceu e riu. Comentei que ele estava sumido, fazendo poucos shows e ele admituu que o ritmo não é o mesmo e tal e culpou num tom de brincadeira sua esposa/agente. Aí, perguntei pra ele quantos livros de sociologia ele teve que ler pra fazer o album; ele riu e falou que o álbum é pra ser encarado como uma Bíblia pras pessoas encarerem a sociedade, disse que o álbum não tem nenhum palavrão e pode ser compreendido por qualquer criança inoscente, menos adultos. Nessa hora eu que ri.
Um cara tirou foto com ele, nisso pedi pra que tirasse uma minha também e me mandasse por e-mail. A foto não tá muito boa, mas tá valendo! Me despedi e perguntei sobre os próximos trabalhos, ele me disse que vai lançar um disco em julho chamado: " Babylon By Gus Volume 2: A Água", sendo que vi um video de 2006 que ele diz a mesma coisa. E foi isso. Fique feliz a vera de ter conhecido o Black Alien e vou guardar a foto e a lembrança com carinho. Termino dizendo: "A *Babilônia vai afundar, e eu vou assistir da beira do cais." by Black Alien.

*Babilônia para os Rastas representa tudo aquilo que a sociedade moderna tem de ruim. Exemplo: Toda essa competição que vivenciamos, pressões, ganancias, consumismo, dinheiro, trabalho e por aí vai.