segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conhecendo Black Alien I


Para ler escutando: Black Alien - Na Segunda Vinda

No final do mês de Abril tive a oportunidade de ir em dois shows de caras que considero uns dos melhores do Brasil. O primeiro show foi do Jorge Ben, quem nem preciso falar que é o mestre pra mim. E o segundo show foi do rapper que eu considero o segundo melhor do país (primeiro foi Sabotage), Gustavo Black Alien. Sempre curti as músicas dele no Planet Hemp e de um tempo pra cá venho escutando o seu único album, o Babylon By Gus Volume 1: O Ano do Macaco, que é um album foda. As letras dele são todas muito conscientes e se você não tiver um raciocinio rápido e atenção, não consegue absorver as mensagens que ele tem à passar. Recomendo a todos o CD, mas escutem lendo as letras.
No Viradão Cultural, a Lapa foi palco pro Rap e pro Black Alien. O show foi irado, todo mundo cantando e apoveitando o máximo porque o cara já não faz tanto show assim. Não gosto de paparicar famosos e coisas do tipo, mas eu precisava falar pra ele o que eu acho sobre as músicas dele, cobrar um CD novo e shows. A parte do camarim era no chão e só era cercado por uma grade, então seria fácil falar com ele. Só restava esperar ele sair. No primeiro momento fiquei uns 15 minutos esperando, mas ele não dava as caras. Só entrava e saia gente do camarin que tinha na porta um segurança enorme. Como eu não estava sozinho, ninguém iria ficar ali por muito tempo e fomos beber. Em um momento que fui a árvore, quer dizer, ao banheiro, decidi ir lá ver se o B.A já estava fora do camarin. E ele estava. Chamei-o e ele veio até a grade falar comigo. Fiquei chateado de vê-lo trincado, mas não surpreso. Me apresentei, falei que escutava o som dele direto, ele agradeceu e riu. Comentei que ele estava sumido, fazendo poucos shows e ele admituu que o ritmo não é o mesmo e tal e culpou num tom de brincadeira sua esposa/agente. Aí, perguntei pra ele quantos livros de sociologia ele teve que ler pra fazer o album; ele riu e falou que o álbum é pra ser encarado como uma Bíblia pras pessoas encarerem a sociedade, disse que o álbum não tem nenhum palavrão e pode ser compreendido por qualquer criança inoscente, menos adultos. Nessa hora eu que ri.
Um cara tirou foto com ele, nisso pedi pra que tirasse uma minha também e me mandasse por e-mail. A foto não tá muito boa, mas tá valendo! Me despedi e perguntei sobre os próximos trabalhos, ele me disse que vai lançar um disco em julho chamado: " Babylon By Gus Volume 2: A Água", sendo que vi um video de 2006 que ele diz a mesma coisa. E foi isso. Fique feliz a vera de ter conhecido o Black Alien e vou guardar a foto e a lembrança com carinho. Termino dizendo: "A *Babilônia vai afundar, e eu vou assistir da beira do cais." by Black Alien.

*Babilônia para os Rastas representa tudo aquilo que a sociedade moderna tem de ruim. Exemplo: Toda essa competição que vivenciamos, pressões, ganancias, consumismo, dinheiro, trabalho e por aí vai.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Amigos, dinheiro e expectativas

Para ler escutando : Novos Baianos - Mistério do Planeta

Hoje foi minha folga e tive a oportunidade de sair para beber com meus amigos clássicos. O local foi o famoso "Dois por um" da Praça Vanhargem. Todo mundo sabe que só depois do quinta garrafa é que o papo começa a ficar bom, e hoje não foi diferente. Falamos sobre deuses, anarquismo, socialismo, mulheres e legalização de drogas legais. Como estamos entrando na faculdade (uns até já começaram) é inevitável falar sobre estudos, mulheres, carreiras, futuro e mulheres.
Desde que comecei a trabalhar, venho criando novos conceitos sobre a vida e sobre como relacionar trabalho, dinheiro e uma viida boa.
Já me decidi que não quero ser rico, porque "Mo money mo problems", já disse Notorious B.I.G.
A ilusão de ter um casarão e carrôes na garagem já caiu pra mim. Lembro quando tinha menos de dez anos e ganhava réplicas perfeitas de carros importados e deseja, achando, totalmente possível ter um daqueles quando adulto. Doce ilusão.
Mas esse não é motivo que me fez fazer esse texto.
Preocupou-me a idéia de grandes amigos meus buscarem em suas carreiras e vidas a riqueza material. Muitos querem ser grandes contadores, advogados e cozinheiros. Pergunto-me qual é o preço de tudo isso.
Atualmente vejo pessoas ricas, egoistas, preconceituosas e principalmente inseguras. Sinceramente, não desejo isso a nenhum amigo meu. O sábio Maia já disse que não queria dinheiro, e sim amor sincero e sosssego, e ponto final. Prefiro seguir essa fórmula.
É foda não pensar em ter tudo de melhor já que desde cedo somos metralhados por propagandas que nos empurram ao consumo. São poucos que conseguem filtrar seus interesses e fazer diferente. Espero que todos revejam seus conceitos, ou se não vou ser o mistério do planeta sozinho.