sexta-feira, 19 de novembro de 2010

sem compromisso


Para ler escutando: Marcelinho da Lua - Cristiania


Sinto-me jogado
Tantas idas e vindas
Sai de lá vai pra cá
Muitas despedidas que doem
Gente assim, gente assado
Quanto mais pessoas ao redor, menos calor
Infinitos pensamentos, objetivos, possibilidades
Atordoado, só
Do nada paro no ambiente, de cara ou não
Giramundo, girando
Ligo as ondas nas alturas e tudo fica mudo, mundo, todos!
Só vejo movimentos, boca abrindo e fechando, correria, risos, beijos
Pensamentos cândidos, cor de leite mesmo, nada, viajo!
Sinto-me bem e mal ao mesmo tempo. Aquela vontade de ter o mel na mente

“Pelas ruas calmas adormeço o meu pesar
Minhas pernas leves me carregam pelo ar
E penso o meu tempo atravessar
A névoa branca que se estende lá”

Acho que é isso. É, é isso sim
Penso nela, neles, Rio de Janeiro, penso na minha mãe
Fecho os olhos e me sinto abraçando-a no meio da multidão e falando as mais belas palavras que surgem na mente, aleatoriamente. Sem sentido, que seja
Lembro daquele dia que o beijo durou um dia, sem exagero
Não tenho certeza, mas também não tenho medo
Jogo-me novamente e me sinto voando.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

b

para ler escutando - there is a light that never goes out

Quando a chama teima em crescer é bom jogar água...
Ou vê-la crescer naturalmente?

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Discutindo relação

Para ler escutando: Chico Buarque - João e Maria

Desculpe-me por depositar em você essa ânsia.
É que quando domingo à tarde, o lirismo sobe a cabeça e eu não sei mais o que é tempo, vida, amor...
Eu te chamei nesse dia, mas acho que o vento que batia forte nos seus ouvidos me calou.
Não tem problema, já é normal.
Você leu aquelas cartas que eu te mandei? São todas sinceras.
Lembra daquele dia que sai mais cedo e sozinho da festa só pra te encontrar perdida, vagando e pensando nas mesmas coisas que eu?
Vai ver que você passou do meu lado, mas a desilusão é ciumenta e me quer só pra ela. Tentei te avisar.
Gosto quando você me faz promessas vagas e fala que me ama naquele momento.
Gostei também quando passou pelos meus pensamentos nua, olhando nos meus olhos, e logo depois, de propósito, deixou as bochechas rubras acompanhadas de um sorriso lindo e puro. Sabendo que eu não resisto a essa sua delicadeza.
Um dia, te esperando na praia, aguardei o nascer do sol pra te pedir que nunca vá embora. Mas você ainda não tinha chegado.
Não gostei de quando você me olhou nos olhos no metrô e fingiu não me conhecer. Isso não se faz!
Confesso que na noite, quando canso de te procurar, busco outras.
Culpa sua!
Na próxima vez marque em um lugar fácil de te encontrar.
Uns dizem pra eu não correr atrás de você, pois chegará naturalmente.
Sendo assim, quando sentir vontade, apareça.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Inevitável (?)

Escola particular
Diploma federal
Dinheiro≠felicidade
Necessário viver comprar
Trabalhar estudar mais
Carro casa mulheres
Dinheiro≠felicidade
Petrobras eletrobras vale ibge
Casa de praia
Cama de solteiro

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Diário Universitário




Então, vou falar um pouco da minha primeira semana de aulas na faculdade.
Segunda feira (9), foi a primeira aula e senti aquela clássica ansiedade que sentimos em todos os primeiros dias de aula. Cheguei na sala uns dez minutos atrasado porque não sabia muito bem em qual ponto descer e o número do ônibus.

Chegando na sala, sentei na primeira cadeira, como prometi a mim mesmo fazer em todas as aulas. Tava tendo aula de Práticas Educativas I. O professor era jovem e mora no Rio também. Perguntou o nome, localidade e se era a primeira graduação das pessoas. Tirando uns garotos que moram juntos numa república, tava todo mundo meio calado e nervoso, como é comum de um primeiro dia. Quando estava chegando na minha vez de falar, pensei em algo engraçado pra falar, pra quebrar um pouco o clima e também passar uma mensagem que sou sociável e tal. Então, na minha vez, falei meu nome, que era da Tijuca e falei também que era formado em medicina pela UFRJ. Nesse momento, todos, inclusive o professor, ficaram calados e surpresos. Ai, pensei: "Me fudi, ninguèm riu.". Quando o professor ouviu isso, arregalou os olhos e falou - "É sério, cara?"; ai eu disse - "Claro que não, professor!". Aí sim a glória tão vivida nas épocas de oitava série e primeiro ano veio à tona. Foi tanta risada que os veteranos que assistiam aula numa sala da frente comentaram depois. O momento anterior à piada é sempre tenso e o posterior é sempre relaxante. Foi assim que me senti. Logo depois me senti um pouco mal porque dois professores passaram textos grandes já para a aula do dia seguinte. Me virei e consegui ler tudo no prazo.

Logo depois da aula, quem já estava mais enturmado, marcou de ir beber num restaurante que tem o chopp garoto a um real! Isso é sério. O pessoal de Serviço, quer dizer, Ciências Socias também animou de ir. Depois de um tempo só tinha gente dos dois primeiros perídos na parte de cima do restaurante.

No dia seguinte, teve o trote. Fomos todos pintados, ridicularizados e "obrigado" a pedir dinheiro na rua. Fui buscar dinheiro com o Yuri, um garoto que estuda C.S que é socialista, falador, militante estudantil, sambista e que tá sempre disposto à uma argumentação política. Foi com quem mais me identifiquei por aqui.
No início foi difícil conseguir dinheiro, por que a gente não sabia a melhor maneira de pedir e o pessoal aqui de Campos não tem muita idéia do que é trote universitário. Devem pensar que são uns índios que invadiram a cidade e ficam pedindo esmola. Mas depois de desenvolver a lábia pedinte, foi mais fácil completar a meta de quinzer reais. Se falassem que não tinham trocado, nós diziamos que aceitávamos inteiro, cartão, cheque. Nisso todos riam e davam uma ajuda. E quando tava muito difícil, falava que fazia direito ou medicina e falava que poderia salvar a vida deles um dia.

Por enquanto foi isso o que aconteceu por aqui. Vou ver se consigo me organizar pra sempre dar com detalhes do que rola por aqui.
Obrigado.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Conhecendo Black Alien I


Para ler escutando: Black Alien - Na Segunda Vinda

No final do mês de Abril tive a oportunidade de ir em dois shows de caras que considero uns dos melhores do Brasil. O primeiro show foi do Jorge Ben, quem nem preciso falar que é o mestre pra mim. E o segundo show foi do rapper que eu considero o segundo melhor do país (primeiro foi Sabotage), Gustavo Black Alien. Sempre curti as músicas dele no Planet Hemp e de um tempo pra cá venho escutando o seu único album, o Babylon By Gus Volume 1: O Ano do Macaco, que é um album foda. As letras dele são todas muito conscientes e se você não tiver um raciocinio rápido e atenção, não consegue absorver as mensagens que ele tem à passar. Recomendo a todos o CD, mas escutem lendo as letras.
No Viradão Cultural, a Lapa foi palco pro Rap e pro Black Alien. O show foi irado, todo mundo cantando e apoveitando o máximo porque o cara já não faz tanto show assim. Não gosto de paparicar famosos e coisas do tipo, mas eu precisava falar pra ele o que eu acho sobre as músicas dele, cobrar um CD novo e shows. A parte do camarim era no chão e só era cercado por uma grade, então seria fácil falar com ele. Só restava esperar ele sair. No primeiro momento fiquei uns 15 minutos esperando, mas ele não dava as caras. Só entrava e saia gente do camarin que tinha na porta um segurança enorme. Como eu não estava sozinho, ninguém iria ficar ali por muito tempo e fomos beber. Em um momento que fui a árvore, quer dizer, ao banheiro, decidi ir lá ver se o B.A já estava fora do camarin. E ele estava. Chamei-o e ele veio até a grade falar comigo. Fiquei chateado de vê-lo trincado, mas não surpreso. Me apresentei, falei que escutava o som dele direto, ele agradeceu e riu. Comentei que ele estava sumido, fazendo poucos shows e ele admituu que o ritmo não é o mesmo e tal e culpou num tom de brincadeira sua esposa/agente. Aí, perguntei pra ele quantos livros de sociologia ele teve que ler pra fazer o album; ele riu e falou que o álbum é pra ser encarado como uma Bíblia pras pessoas encarerem a sociedade, disse que o álbum não tem nenhum palavrão e pode ser compreendido por qualquer criança inoscente, menos adultos. Nessa hora eu que ri.
Um cara tirou foto com ele, nisso pedi pra que tirasse uma minha também e me mandasse por e-mail. A foto não tá muito boa, mas tá valendo! Me despedi e perguntei sobre os próximos trabalhos, ele me disse que vai lançar um disco em julho chamado: " Babylon By Gus Volume 2: A Água", sendo que vi um video de 2006 que ele diz a mesma coisa. E foi isso. Fique feliz a vera de ter conhecido o Black Alien e vou guardar a foto e a lembrança com carinho. Termino dizendo: "A *Babilônia vai afundar, e eu vou assistir da beira do cais." by Black Alien.

*Babilônia para os Rastas representa tudo aquilo que a sociedade moderna tem de ruim. Exemplo: Toda essa competição que vivenciamos, pressões, ganancias, consumismo, dinheiro, trabalho e por aí vai.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Amigos, dinheiro e expectativas

Para ler escutando : Novos Baianos - Mistério do Planeta

Hoje foi minha folga e tive a oportunidade de sair para beber com meus amigos clássicos. O local foi o famoso "Dois por um" da Praça Vanhargem. Todo mundo sabe que só depois do quinta garrafa é que o papo começa a ficar bom, e hoje não foi diferente. Falamos sobre deuses, anarquismo, socialismo, mulheres e legalização de drogas legais. Como estamos entrando na faculdade (uns até já começaram) é inevitável falar sobre estudos, mulheres, carreiras, futuro e mulheres.
Desde que comecei a trabalhar, venho criando novos conceitos sobre a vida e sobre como relacionar trabalho, dinheiro e uma viida boa.
Já me decidi que não quero ser rico, porque "Mo money mo problems", já disse Notorious B.I.G.
A ilusão de ter um casarão e carrôes na garagem já caiu pra mim. Lembro quando tinha menos de dez anos e ganhava réplicas perfeitas de carros importados e deseja, achando, totalmente possível ter um daqueles quando adulto. Doce ilusão.
Mas esse não é motivo que me fez fazer esse texto.
Preocupou-me a idéia de grandes amigos meus buscarem em suas carreiras e vidas a riqueza material. Muitos querem ser grandes contadores, advogados e cozinheiros. Pergunto-me qual é o preço de tudo isso.
Atualmente vejo pessoas ricas, egoistas, preconceituosas e principalmente inseguras. Sinceramente, não desejo isso a nenhum amigo meu. O sábio Maia já disse que não queria dinheiro, e sim amor sincero e sosssego, e ponto final. Prefiro seguir essa fórmula.
É foda não pensar em ter tudo de melhor já que desde cedo somos metralhados por propagandas que nos empurram ao consumo. São poucos que conseguem filtrar seus interesses e fazer diferente. Espero que todos revejam seus conceitos, ou se não vou ser o mistério do planeta sozinho.

sábado, 27 de março de 2010

Jogo da Vida

Mais uma letra. Tentem ler respeitando as rimas. A base é http://www.youtube.com/watch?v=GuLL9R7Isuw


As vez é foda, acordo sem saber quem eu sou [lento] se vagabundo, MC, skatista ou jogador.

Ou outras coisas que eu nem imagino que sou só sei que no final não quero ser sofredor.

Além disso, me definir é foda também. E namoral não me interessa iludir ninguém.
Toda vez que eu penso nisso a incerteza maltrata, afinal do que a minha própria vida se trata?

Ser revolucionário e tentar mudar tudo? Ou jogar tudo pro alto e rodar pelo mundo? Fazer uma faculdade, ou tentar outro rumo? Ou misturar, inovar, fazer tudo junto?

Minha mãe me diz “garoto, olha prova que você fez. Não tem como desse jeito tu só vai ser freguês.”

Curtir é sempre bom, aprender... Também eu sei, mas será que se matar de estudar tem vez?

Refrão [2x] No jogo da vida não sei o que me resta. Trabalhar, estudar ou só viver em festa. Tanta coisa no mundo que me interessa, mas vou vivendo assim... Seguindo na incerta.

É claro que eu quero uma vida normal, acordar com um monte de criança no quintal. Minha mãe, como só, no relax total. E um churrasquinhos com os amigos pra não acabar mal.

Morar em frente a praia, e ai mano quem diria. E gostar em dizer “mais um móvel estragado pela maresia”. Mas tudo isso claro sem ser da burguesia.

A vida eu sempre levo na maciota, na maior, entrando sempre de sola e dando o meu melhor.

Não sou que nem uns aí que espera os outros ter dó encaro o desafio sendo o melhor ou pior.

Quero comer do bom, ter uma garota linda, na real eu quero é mudar de vida.
Ter tudo em abundancia. Quanto é? Pode pagar. Namoral viver com um mínimo só não dá!

Refrão [2x]

Mas se nada rolar, beleza, tranqüilo eu continuo no corre na rua com meus amigos.

Vou seguir minha vida sem uma nota de 100 e me orgulhar em dizer “meu skatinho é meu bem.”.

Escrita por Leandro Serra

segunda-feira, 22 de março de 2010

Na volta...


Para ler escutando: Kamau - Poesia de Concreto

Convivendo com a madrugada, pra mim já é normal. Mas algumas coisas mudaram. Não são mais amigos meus do meu lado no ônibus e sim desconhecidos voltando de mais um dia de trabalho, como eu.Ligo o iPod e vou viajando pelas maiores avenidas da cidade, todas vazias com seua prédios enormes apagados. Acho lindo. Parece um clip do Jay-Z mostrando NY. Minha vontade é pegar meu carrinho e remar macio na Cinelânda vazia.
Mentiroso aquele que diz não sentir medo do futuro. No ônibus, vejo as pessoas que servem, lavam, entregam, em fim, fazem tods os servicos. Sinceramente, não vejo ambição nos semblantes cansados. Pergunto-me se essas pessoas trabalham pra viver ou vivem pra trabalhar. Mas esse pensamento parece passar longe de suas cabeças, mesmo na madrugada e distante de casa, sempre estão cantnado, brincando, batucando. Mas tá certo, não há tempo pra se lamentar. Eu vou seguir meu corre buscando o meu. Sei que daqui a alguns anos vou ler isto e ver como progredi.

domingo, 21 de março de 2010

Uma rapidinha

Acabei de ler a biografia do Tim Maia (Vale Tudo), um livro muito empolgante, de leitura fácil, divertido e retrata bem o que o Tim Maia do Brasil foi e sua personalidade. To sentindo uma conexão enorme com o maior doidão que nossa pátria mãe gentil deu luz. Nelson Motta escreveu o livro muito bem.
Vou começar a ler agora o famoso "Admirável Mundo Novo", que é do inglês Aldous Huxley e foi escrito em 1932. O livro fala sobre uma sociedade futurista e tem várias referências sobre as relações pessoas e drogas. Estou esperançoso de que seja um bom livro.

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Com dezoito anos eu já trabalhava..."

Para ler escutando: The Who - Baba O'Riley
Obs: O texto tem alguns erros de digitação porque digitei no iPod e é muito difícil editar texto por aqui.

Alguns já sabem que estou trabalhando no Outback do Shopping Leblon. Pros que não sabiamm, que fiquem sabendo. Vou começar a fazer Puc só no segundo semestre e pra não ficar olhando o dia todo pra cara dos meus pai e no final dele ter que pedir dinheiro pra beber, com a ajuda de uma amiga, entrei no restaurante australiano.
Muitos devem estar se perguntando (espero): "E o basquete?". Pois é, parei. Tentei entrar pro Fluminense esse ano e por detalhes, não fui aceito. Ai, perdi a vontade de procurar outro clube pra jogar, e como não estava mais com vontade de ficar no Flamengo, parei. Mas saio do basquete feliz e ciente de que fiz o melhor por todos os times que joguei e que fui importante em todos eles. Nesse momento, muitos estão falando (espero):"Poxa, cara! Você jogava tão bem!".

Pois bem, em março fui deixar currículo no Outback e fui contratado na mesma semana. Comecei o treinamento quinta-feira, e achei tranquilo. O pessoal é muito descontraido e ficam se zuando o tempo todo, sem exageiro, 8 horas um falando do piru do outro, apertando a bunda, as garotas fingindo que estão dando mole, um carcando o outro ou outra. Fora a trilha sonora da cozinha que quando não ta tocando O Rappa na caixa de som, os cozinheiros fazem um baile funk com pagode.
Uma garota ja me perguntou/chamou pra fumar, disse que pelo meu cabelo eu gostaria. Domingo, vai ter uma festa de um outbacker, que geral vai, me chamaram e é claro que eu não vou faltar porque todas as outbackers vão.
Os clientes até agora são estão muito tranquilos. Todos, de todas as idade fazem uma brincadeira ou comparação por causa do cabelo. Tirando as tradicionais como: Bob Marley e Super Shock. Escutei umas novas como: Arouca, Toni Garrido, Milton Nascimento e um cara do BBB que eu não sei quem é. Ao escutá-las eu tenho que botar um sorriso no rosto e falar "Éé pareço mesmo."
Umas das coisas boas do trabalho são que eu posso comer todo dia qualquer prato, o dinheiro é bom, pessaol muito maneiro. Acho que é só.
As partes ruins são que eu tenho que ser animador infantil, carteiro, comediante, tenho que escutar desaforo calado e nego ainda achando graça e mais outras coisas que eu não to lembrando.
No total o trabalho é legal, tô me sentindo bem e vamo que vamo.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Living La Vida Tosca

Essa nova postagem é a primeira música que estou botando no blog. Gostei muito dela, mas só tem um detalhe: não sei qual base botar nela. Não tava querendo bota-la no rap, acho que se botar num funky (estilo Bnegão e os Seletores http://www.youtube.com/watch?v=tgVcFVrZbLQ), ou num dub. Seja qual for a base, vou precisar ajustar a letra. Mas isso eu escolho depois. É isso, espero que gostem.

Um novo pensamento é o que esperamos, porém ele corre como uma lebre que estava fugindo, lutando dos planos... do predador mais cruel da elite .. que come raciocínio seres comuns, telespectadores, menos afortunados, em fim humanos.

E sinceramente não vejo o progresso como um céu aberto, como o cara que dá 200 conto pro pastor por mês e já acha que tá mais perto, de deus ... Imagino-me na sua situação, todos clamando por perdão: dona Maria, político, banqueiro sempre esperando um sim, nunca um não.

E a lei universal, energia que você acha do mal, pelo fato do menor que nem fez nada e tá dormindo em cima do jornal. Demonstra-se injustiçada por seguir de forma pura o seu curso natural.

Refrão 2x
Hipertrofia a vera, living la vida tosca. Vida seca, sem sentido e pensamentos a toa. Vou divulgar meu parceiro, já ta de boca em boca. Siga no trem desviando dessa vida loca.

Namoral, não vejo solução por ser que gasta seu mínimo de forma banal, só pensa em academia e na balada tirar onda com sua tatuagem tribal. Certamente, esse sujeito em uma sociedade perfeita não teria uma ocupação formal. (E quem teria?)

Cultuo hipertrofia mental, a única maneira de sairmos da lama, mesmo que seja de forma individual.
Infelizmente, nos botaram numa corrida capitalista e estranha onde eu tenho que ser melhor que o próximo de forma bisonha, a famosa Babilônia. (que não cai, não cai, não cai... [dub])

E não cai, então levanto a questão: ser o melhor sozinho ou seguir aos poucos erguendo irmão a irmão? Com tanta merda por aí, se a mensagem atingir 10 pessoas já me sinto um mensageiro, profeta como Salomão.

Sem idealismo, sem utopia, sei que o destino do profeta é a mais profunda melancolia. Gritando no vale do eco sua mensagem vai e volta, mas somente a ele atingiria. Mas a vontade de mudar algo cada vez mais ele sentia.

A agonia é pensar que daqui a mili anos essa letra algum sentido fará.

Por isso eu digo: siga com calma, siga na sua. Se engana você que pensa que acabou a ditadura. O processo é falho e com um milhão no bolso tu garantes a candidatura.

Ainda penso se o ser humano é como cobra, feito pra viver sozinho. Porque sempre na relação dois a dois um quer fazer do outro interino.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ferimentos de flechas à queima roupa

OBS: O texto está fora de ordem porque digitei no iPod, que tem a configuração diferente. Espero que dê pra entender. É só seguir a ordem.

Para ler escutando: Vanguart - enquanto isso na lanchonete / LH - todo
carnaval tem seu fim

Via em todos os semblantes a esperança de se achar. Saia sempre com um
livro e ficava horas na praça esperando aquela pessoa pra ocupar um
lugar em suas estrofes. Forçado? Sim, talvez. Mas não via outra
solução. Engraçada essa sensação, de ver em terceiros uma ancora. Uns
chamam-na idealização, outros, desespero.
Desde o último romance que não degusta o suave e amargo prazer de
apaixonar-se. Mesmo depois de grandes quedas, não sentia medo de tentar
de novo. Se falhasse, seriam só duas semanas erguendo a casa demolida,
já não ligava.
Amor pra vida toda? Difícil, queria mais alguém pra passar os domingos
frios e acalmar as desilusões e fracassos de suas tentativas de afetos que durariam no máximo cinco minutos.
Pensando bem, não passava de um grande egoísmo, até diria falta de
auto-suficiência. Por que cavar em outros diamantes? Infelizmente não
pode-se controlar essas coisas.
Vai ver que ainda não era seu tempo, vai ver que se enganara com o
maior mito de todos, o amor. Vai ver que nada disso era de seu
merecimento. Vai ver a mina era dentro de si, e outra pessoa teria que o cavar.
Mas amanhã não passará mais por isso. A praça estará fechada para reformas.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Nova postagem

To com vários textos novos, mas to sem computador. Se todos prometerem não cometerem plágio, coloco as letras das músicas que eu to escrevendo.
Certo?
Obrigado, leitores imaginários.

Um dia de ócio e férias

para ler escutando: Smashing Pumpkins - 1979

1:25h - Depois de uma tarde de leitura (estou lendo “O Ateneu”) e pensamentos, fui para a Praça Vanhargem com amigos e amigas e depois, como já é de costume, vim para o posto de gasolina beber.
1:30h - Chego e não encontro ninguém. Então seremos só eu, meu iPod e as cervejas.
2:03h - Acabam de passar o Júlio e o Breno, pra onde estão indo, não sei.
2:40h - Acabo de cantar pagode com o cara do posto.
3:01 - No iPod Strokes (take it or leave it take it or leave it) come solto, meu lado punk se solta. Queria ter mais Ramones pra escutar.
3:15h - Declaro a todos que meu iPod é um dos meus amores, nele escuto música o tempo todo, escrevo músicas ou qualquer outra coisa que dá vontade. Esse texto foi escrito nele.
3:16h - Amanhã vou fazer trilha com a Marina, não sei como.
3:19h – Seria legal um Coiote aqui.
3:24h - Pessoal da minha vila chegou aqui.
3:30h - Conversa sobre tatuagens e festas de swing.
3:35h - Caiu cerveja no Vans amarelo fudido.
3:45h - No future for me.