sábado, 27 de março de 2010

Jogo da Vida

Mais uma letra. Tentem ler respeitando as rimas. A base é http://www.youtube.com/watch?v=GuLL9R7Isuw


As vez é foda, acordo sem saber quem eu sou [lento] se vagabundo, MC, skatista ou jogador.

Ou outras coisas que eu nem imagino que sou só sei que no final não quero ser sofredor.

Além disso, me definir é foda também. E namoral não me interessa iludir ninguém.
Toda vez que eu penso nisso a incerteza maltrata, afinal do que a minha própria vida se trata?

Ser revolucionário e tentar mudar tudo? Ou jogar tudo pro alto e rodar pelo mundo? Fazer uma faculdade, ou tentar outro rumo? Ou misturar, inovar, fazer tudo junto?

Minha mãe me diz “garoto, olha prova que você fez. Não tem como desse jeito tu só vai ser freguês.”

Curtir é sempre bom, aprender... Também eu sei, mas será que se matar de estudar tem vez?

Refrão [2x] No jogo da vida não sei o que me resta. Trabalhar, estudar ou só viver em festa. Tanta coisa no mundo que me interessa, mas vou vivendo assim... Seguindo na incerta.

É claro que eu quero uma vida normal, acordar com um monte de criança no quintal. Minha mãe, como só, no relax total. E um churrasquinhos com os amigos pra não acabar mal.

Morar em frente a praia, e ai mano quem diria. E gostar em dizer “mais um móvel estragado pela maresia”. Mas tudo isso claro sem ser da burguesia.

A vida eu sempre levo na maciota, na maior, entrando sempre de sola e dando o meu melhor.

Não sou que nem uns aí que espera os outros ter dó encaro o desafio sendo o melhor ou pior.

Quero comer do bom, ter uma garota linda, na real eu quero é mudar de vida.
Ter tudo em abundancia. Quanto é? Pode pagar. Namoral viver com um mínimo só não dá!

Refrão [2x]

Mas se nada rolar, beleza, tranqüilo eu continuo no corre na rua com meus amigos.

Vou seguir minha vida sem uma nota de 100 e me orgulhar em dizer “meu skatinho é meu bem.”.

Escrita por Leandro Serra

segunda-feira, 22 de março de 2010

Na volta...


Para ler escutando: Kamau - Poesia de Concreto

Convivendo com a madrugada, pra mim já é normal. Mas algumas coisas mudaram. Não são mais amigos meus do meu lado no ônibus e sim desconhecidos voltando de mais um dia de trabalho, como eu.Ligo o iPod e vou viajando pelas maiores avenidas da cidade, todas vazias com seua prédios enormes apagados. Acho lindo. Parece um clip do Jay-Z mostrando NY. Minha vontade é pegar meu carrinho e remar macio na Cinelânda vazia.
Mentiroso aquele que diz não sentir medo do futuro. No ônibus, vejo as pessoas que servem, lavam, entregam, em fim, fazem tods os servicos. Sinceramente, não vejo ambição nos semblantes cansados. Pergunto-me se essas pessoas trabalham pra viver ou vivem pra trabalhar. Mas esse pensamento parece passar longe de suas cabeças, mesmo na madrugada e distante de casa, sempre estão cantnado, brincando, batucando. Mas tá certo, não há tempo pra se lamentar. Eu vou seguir meu corre buscando o meu. Sei que daqui a alguns anos vou ler isto e ver como progredi.

domingo, 21 de março de 2010

Uma rapidinha

Acabei de ler a biografia do Tim Maia (Vale Tudo), um livro muito empolgante, de leitura fácil, divertido e retrata bem o que o Tim Maia do Brasil foi e sua personalidade. To sentindo uma conexão enorme com o maior doidão que nossa pátria mãe gentil deu luz. Nelson Motta escreveu o livro muito bem.
Vou começar a ler agora o famoso "Admirável Mundo Novo", que é do inglês Aldous Huxley e foi escrito em 1932. O livro fala sobre uma sociedade futurista e tem várias referências sobre as relações pessoas e drogas. Estou esperançoso de que seja um bom livro.

sexta-feira, 12 de março de 2010

"Com dezoito anos eu já trabalhava..."

Para ler escutando: The Who - Baba O'Riley
Obs: O texto tem alguns erros de digitação porque digitei no iPod e é muito difícil editar texto por aqui.

Alguns já sabem que estou trabalhando no Outback do Shopping Leblon. Pros que não sabiamm, que fiquem sabendo. Vou começar a fazer Puc só no segundo semestre e pra não ficar olhando o dia todo pra cara dos meus pai e no final dele ter que pedir dinheiro pra beber, com a ajuda de uma amiga, entrei no restaurante australiano.
Muitos devem estar se perguntando (espero): "E o basquete?". Pois é, parei. Tentei entrar pro Fluminense esse ano e por detalhes, não fui aceito. Ai, perdi a vontade de procurar outro clube pra jogar, e como não estava mais com vontade de ficar no Flamengo, parei. Mas saio do basquete feliz e ciente de que fiz o melhor por todos os times que joguei e que fui importante em todos eles. Nesse momento, muitos estão falando (espero):"Poxa, cara! Você jogava tão bem!".

Pois bem, em março fui deixar currículo no Outback e fui contratado na mesma semana. Comecei o treinamento quinta-feira, e achei tranquilo. O pessoal é muito descontraido e ficam se zuando o tempo todo, sem exageiro, 8 horas um falando do piru do outro, apertando a bunda, as garotas fingindo que estão dando mole, um carcando o outro ou outra. Fora a trilha sonora da cozinha que quando não ta tocando O Rappa na caixa de som, os cozinheiros fazem um baile funk com pagode.
Uma garota ja me perguntou/chamou pra fumar, disse que pelo meu cabelo eu gostaria. Domingo, vai ter uma festa de um outbacker, que geral vai, me chamaram e é claro que eu não vou faltar porque todas as outbackers vão.
Os clientes até agora são estão muito tranquilos. Todos, de todas as idade fazem uma brincadeira ou comparação por causa do cabelo. Tirando as tradicionais como: Bob Marley e Super Shock. Escutei umas novas como: Arouca, Toni Garrido, Milton Nascimento e um cara do BBB que eu não sei quem é. Ao escutá-las eu tenho que botar um sorriso no rosto e falar "Éé pareço mesmo."
Umas das coisas boas do trabalho são que eu posso comer todo dia qualquer prato, o dinheiro é bom, pessaol muito maneiro. Acho que é só.
As partes ruins são que eu tenho que ser animador infantil, carteiro, comediante, tenho que escutar desaforo calado e nego ainda achando graça e mais outras coisas que eu não to lembrando.
No total o trabalho é legal, tô me sentindo bem e vamo que vamo.