
Para ler escutando: Curumin - Compacto
São em dias calmos que me surgem os melhores pensamentos. Nada de conflitos psicológicos, incertezas e cosias do gênero.
Domingo, subi Pedra da Gávea. Um lugar que há tempos desejava conhecer. Uma experiência única onde estão envolvidos tempo (quase quatro horas para subir e descer), paciência, preparo físico e mental e a linda vista panorâmica da cidade.
Sentindo a brisa no rosto, observando o Parque Nacional da Tijuca e encarando a cidade como uma grande maquete, surgiu-me a pergunta: por que todos os dias não poderiam ser como esse? Sem preocupações, barulho, monóxido de carbono e todas essas coisas que vivenciamos em nossas doces rotinas.
Penso constantemente em deixar tudo para trás, ir morar em algum lugar rico em natureza e paz, como a Costa Verde ou Região dos Lagos, ter um emprego tranqüilo, uma casa confortável e o mais importante, viver. Sem ter que me preocupar em ter o melhor carro, salário ou aparência. Não quero viver o personagem de Charles Chaplin em “Tempos Modernos”. Caso isso aconteça, temo que eu crie meu próprio Tyler Durden.
Em uma ocasião, perguntei a um amigo sobre seu pai. Sua resposta foi: ”Meu pai tá morando em Vargem Grande, se isolou do mundo.”. Achei genial.
Meu raciocínio todo se baseia no que observo nas pessoas. Do operário que volta para casa às onze horas da noite e tem que estar no trabalho às sete horas da manhã, ao empresário que vê toda sua fortuna sendo voltada para o tratamento de seu câncer.
Nesse momento faço planos para o futuro, o que fazer depois que acabar a faculdade (que ainda nem entrei) e como vai ser a vida daqui a alguns anos. As repostas dessas perguntas só surgirão com o tempo, mas uma coisa é certa; não há dinheiro nem outra coisa que faça valer o trabalho escaldante e toda essa pressão em nós.
Se há possibilidade de uma vida melhor, eu vou atrás dela!
